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PAIXÃO QUE NASCE

A sabedoria acumulada pela humanidade foi transmitida de geração em geração, muito antes de haver meios de registrá-la. A história demonstra que civilizações separadas por mares e continentes sem possibilidades de comunicação entre si, chegaram às mesmas descobertas. Pois, a sabedoria acumulada de pai para filho é transmitida através de conhecimentos vividos ao longo da vida e essas acumulações nunca se detém ou se apaga da memória.
Hoje, um homem com êxito na vida, muitas vezes, ou quase sempre, alcançou-o através de sacrifícios, lutas, humilhações e até mesmo lágrimas. E as conquistas são difíceis ao longo do caminho, por isso é que são válidas. A troca de experiências de geração para geração pode ser desenvolvida de modo a se tornar um guia constante e seguro.
Em 1969 havia uma pequena empresa de ônibus, composta apenas por três jardineiras que faziam o transporte intermunicipal entre Natividade da Serra e Taubaté.
Era a Empresa de Ônibus Santa Cruz, pertencente a Pedro Alves da Cunha, tio do atual proprietário José Alves da Cunha. Era um trabalho difícil, pois a estrada que ligava as duas cidades não era asfaltada e apresentava precárias condições de tráfego.
Um dia, no regresso de uma viagem a São Paulo, o proprietário da empresa sofre um acidente e vem a falecer. Emília Afonso da Cunha, viúva, sente-se desorientada pois não tinha filhos em idade de assumir a direção da empresa, além de não ter qualquer experiência para ficar a testa do negócio. Começou a decadência e a Santa Cruz corria o risco de ser encapada por outra empresa, uma vez que o serviço se deteriorava.
Foi quando José Alves da Cunha foi procurado pela viúva que sugeriu a compra da empresa. Apesar de ser um negócio totalmente diferente do ramo, José Alves da Cunha achou que sua experiência administrativa poderia reerguer a empresa. Propôs a viúva que ficasse com 50% da Santa Cruz, assumindo sua administração apenas para auxiliá-la.
Como a empresa possuía ainda três ônibus, José Alves da Cunha considerou que o primeiro passo para seu reerguimento seria melhorar o serviço prestado aos usuários.
Assumindo a direção da Santa Cruz em março de 1969 seguiu para São Paulo e encomendou na Decandia, uma encarroçadora de São Miguel Paulista, um carro zero quilômetro. O efeito foi imediato, pois o carro novo atraiu passageiros tendo início o reerguimento da empresa.
Como proprietário de metade da empresa, ele não tomava parte direta na sua administração, limitando-se apenas a orientar e supervisionar a administração, que oficialmente era da viúva.
Com o estratagema do carro novo, José Alves da Cunha sentiu que estava no caminho certo, e que a melhoria no serviço, cedo ou tarde traria um bom retorno.
Assim, no ano de 1970, um dos carros velhos foi remodelado em São Paulo e recebeu uma nova carroceria.
José Alves a Cunha, em 1971 comprou um carro zero quilômetro com carroceria INCASEL, hoje Comil. Ainda em 1971, ele procedeu um levantamento geral da situação da Santa Cruz, para sentir com o que poderia contar. Constatou que a desorganização era geral, e que antes de mais nada, teria que organizar tudo, inclusive legalizando a empresa junto aos órgãos oficiais, pois nem registrada no D.E.R. ela estava.
Foi então obrigado a mudar o nome da Santa Cruz, pois já havia uma outra empresa registrada com esse nome. Então, ela passou a operar com o nome de Expresso Redenção e Turismo Ltda.
Nesse período, seu filho Jair Alves da Cunha gerenciava um posto de gasolina com um pequeno comércio anexo. Seus outros dois filhos, Valdir Alves da Cunha e José Carlos Alves da Cunha cuidavam da exploração de argila comercializada em São Paulo.
Em 1973, José Alves da Cunha já imaginava como diversificar o transporte turístico, e para obter o competente registro na Embratur, o nome da empresa foi novamente alterado, adotando-se o atual Expresso Redenção Transportadora Turística Ltda.
Chegando ao ano de 1974, José Alves da Cunha decidiu comprar mais um ônibus novo para a empresa, embora sofrendo ao ver um carro novo (mais um Incasel) numa estrada tão ruim de terra.
Quando Taubaté recebeu novas indústrias sofreu dificuldades ao recrutar mão-de-obra pela precariedade dos meios de transporte. A Mecânica Pesada S.A. havia solucionado seu problema fornecendo transporte por fretamento para seus funcionários, serviço este prestado pela ABC, uma empresa urbana. Daí surge a iniciativa de estabelecer contato com as indústrias da região oferecendo serviços idênticos.
A primeira carta redigida foi à Daruma telecomunicações, a idéia foi aceita com êxito. Comparecendo a Daruma para discutir as bases do contrato surge o fretamento com esses únicos carros para a Daruma. Nesse ano, a empresa possuía seis carros, dos quais cinco ficavam para o transporte rodoviário intermunicipal entre as duas cidades, permanecendo as estradas em péssimos estado (embora asfaltadas com asfalto de segunda categoria).
Logo foi constatado que o mercado de fretamento era mais promissor que o intermunicipal, pois de nada adiantaria investir no transporte intermunicipal se não havia passageiros em número suficiente para justificar uma ampliação da frota.
Já no final de 1974, José Alves da Cunha teve a necessidade de ampliar o transporte prestado à Daruma. Em fevereiro de 1975 houve a necessidade de adquirir mais dois Mercedez Benz com carroceria Incasel para satisfazer as novas solicitações de serviços, como as da CESP e Vision.
Logo no ano seguinte, o filho mais velho, Valdir Alves da Cunha, e seu genro, Antonio Carlos Saad, assumiram diretamente a empresa, sendo que os filhos da viúva não mais demonstravam interesse pela empresa, seguindo as profissões para as quais se prepararam.
José Alves da Cunha, continuava na exploração de argila, apenas supervisionando e orientando a empresa. Foi então que decidiu fazer uma reestruturação mais abrangente, adquiriu a parte da viúva e decidiu ingressar no transporte por fretamento.
Foi então firmado um contrato em que José Alves da Cunha seria presidente sócio majoritário e seus filhos e genro, sócios.
O fretamento foi a solução para a expansão da empresa, embora o transporte intermunicipal ainda fosse mantido, mais por tradição da empresa.
Passando para 1989, quinze anos de luta e trabalho, a Expresso Redenção contava com uma frota de 98 carros das marcas Mercedez Benz e Volvo, com carroceria predominantemente Comil (60%), Nielson (30%) e Mercedez (10%), com idade média de cinco anos.
Com a Daruma, a empresa se achava situada fora da cidade. Com o crescimento de Taubaté ela passa a estar situada dentro do seu perímetro urbano. A primeira sede própria foi construída em 1974, mesmo ano em que se iniciou o fretamento, à Av. Bandeirantes No 2550 ao lado da Via Dutra, no trevo de Taubaté numa área de 5600 m2. Essa primeira sede própria foi construída em terrento particular, mas com a expansão da empresa logo a sede se revelou inadequada pela proximidade da Via Dutra, o que impedia sua ampliação no caso de algum projeto de alargamento da estrada Rio - São Paulo.
Assim, em março de 1989, mudaram para a atual sede própria que está situada em terreno de 88000 m2 com área construída de 25000 m2 de garagem, 1000 m2 de escritórios e mais 2500 m2 de galpão, bombas de abastecimento, lavadores etc. Toda a área da garagem é pavimentada e dispõe de tudo para reforma e manutenção dos carros, exceto retifica cuja usinagem é feita em São Paulo.
Ainda em 1989, a empresa contava com 120 funcionários dos quais 99 eram motoristas, 01 mecânico de montagem e 02 mecânicos de manutenção. A manutenção é feita diariamente, pois o motorista, ao término do serviço, deve prestar informações quanto às condições do funcionamento do veículo e caso algum problema seja constatado, por menor que seja, deve ser sanado prontamente.
A empresa possui CPD próprio, estando com toda a sua parte administrativa já informatizada (compras, almoxarifado, e mesmo o controle de pneus).
José Alves da Cunha, seus filhos e netos possuem planos para o futuro de progresso, informatizando o restante da Empresa, incluindo sua parte operacional.
No dia quatro de julho de 1991 a Expresso Redenção se especializa também na área de transportes de cargas e encomendas optando pelo produto agrale porque representa um novo conceito em transporte de cargas e encomendas rápidas, já que é o único em desempenho e capacidade no gênero, inclusive com cabine antiferrugem, de fibra e motor M.W.M. ou Perkins 4 cilindros.

PAIXÃO QUE MORRE

Em junho de 1992 morre Jair Alves da Cunha, um dos filhos de José Alves da Cunha, o qual ocupava o cargo de Diretor Financeiro, deixando três filhos e esposa. Este acontecimento abalou toda a família pois, era seu filho Jair que se encontrava mais à frente dos negócios da Empresa.
Em setembro de 1992 ingressa na empresa a viúva de Jair ocupando o cargo de Diretora Comercial, Solange Alves da Cunha.
A família, sem estímulos e profundamente abalada, tenta tocar a Empresa para frente. José Carlos Alves da Cunha, passa à frente dos negócios juntamente com seu irmão Valdir Alves da Cunha e seus sobrinhos Luis Claudio da Cunha Saad e Antonio Carlos da Cunha Saad, fazendo o possível para que a perda do irmão não abalasse o alicerce da Empresa. Luis Cláudio da Cunha Saad passa a administrar a filial de São Paulo com muito trabalho e força de vontade.
Já Antonio Carlos da Cunha Saad passa a administrar juntamente com sua mãe Vanda Alves da Cunha, com muita determinação, outro tipo de negócio pertencente ao mesmo grupo.

PAIXÃO QUE RESSUCITA

Passando para 1999, hoje a Empresa possui um total de 196 funcionários, 117 motoristas e detém uma frota de 170 veículos. Tendo sua matriz à Travessa particular da rua Margarida no 200 bairro Santa Fé em Taubaté.
Possui filias em:
São Paulo
Sorocaba
São José dos Campos

A Expresso Redenção continua prestando serviços intermunicipais, sendo sua maior atuação na parte de turismo e fretamento.
Atualmente presta serviços para:

General Motors Brasil / ADC GM
Ericsson
Embraer
Segerströn
Kodak
Blindex / Pilkington
Cebrace Cristal Plano Ltda.
CVL
Daido Industrial e Com. Ltda.
Daruma Telecomunicações Inform. Ltda.
Empresa Bras. De Correios e Telégrafos
Estrada de Ferro Campos do Jordão
Svedela Dynapac Ltda.
Svedela Faço Ltda.
Serviço Social da Indústria (SESI)
Ministério da Ciência e Tecnologia (INPE)
Prefeitura de São José dos Campos
Empresa Folha da Manhã
Magal Ind. E Comércio Ltda.
PRODESP - Processamento de Dados de São Paulo
LSI
Interpartner
Elektroskandia
Usimon
Domex
WOW
Danzas

Prestamos também serviço de transporte executivo em larga escala, em ônibus equipados com ar condicionado, toalete e frigobar. Maiores informações fale com nossos gerentes.

Não poderíamos deixar de destacar que o Expresso Redenção T. T. Ltda. é uma Empresa familiar onde pais, filhos e netos lutam para a continuidade, levando um trabalho sério com um convívio duradouro e que cada um saiba conhecer e reconhecer bem as necessidades e a política da Empresa ampliando diariamente a credibilidade que avós, pais e tios neles depositam e depositarão trazendo na bagagem hereditária dos conhecimentos que carregam e carregarão consigo para as possíveis soluções para viabilizar sempre os melhores negócios para a empresa e para todos os clientes.
Com esse objetivo de melhorar cada vez mais o atendimento à seus clientes e oferecer produtos e serviços de alta qualidade, implantou-se hoje a fase final ISO 9002